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BULLYING - Quando a adolescência é violenta

O BULLYING

Você sabia que na maioria das penitenciárias do mundo, o que vale é a Lei do mais Forte e a Lei do Silêncio?! Assim, violências, roubos e abusos cometidos entre os presos, ficam só entre eles. Muitas vezes os guardas e até o diretor da prisão sabem dos crimes cometidos contra outros presos dentro da prisão, mas na maioria das vezes preferem fazer vista grossa. Geralmente alguém tem ir para o hospital ou morrer para que eles tomem alguma atitude de verdade.

Se isso lembra a situação de muitas escolas brasileiras (e do mundo também), é porque durante muitas décadas as pessoas preferiram fazer vista grossa com o bullying, expressão americana que define as agressões físicas, morais e psicológicas feitas à vitíma(s) geralmente indefesas por parte de uma ou mais pessoas sem um motivo aparente.

Por isso, se você é ou já foi vítima freqüente de agressões, intimidações, comentários maldosos, fofocas e apelidos grosseiros que te deixam chateado, triste e deprimido, está na hora de dar um basta nisso tudo pra que você possa ter uma adolescência livre desse mal. E isso vale pra todo mundo, meninos, meninas, homens e mulheres.

Assim como o estupro contra a mulher era encarado com uma certa condescendência pela lei até poucas décadas atrás, o bullying, até poucos anos atrás, era encarado como algo normal dentro de uma escola e muitos pais achavam que seus filhos e filhas tinham que aprender a se defender sozinhos. Não que esse desamparo fosse algo proposital que os pais fizessem com seus filhos, mas como eles viram ou passaram por isso quando estavam na escola, eles acreditam que é normal que seus filhos passem por isso também.

Infelizmente, com o aumento crescente da violência e com algumas crianças e adolescentes trazendo facas e armas para a sala de aula, o bullying às vezes deixa de ser apenas um problema escolar para se tornar um caso de polícia.

Claro que casos como esses são ainda esporádicos e eu realmente espero que com essa nova consciência anti-bullying que está crescendo, as atitudes violentas regridam a um patamar mais aceitável. Mas esse tipo de atitude depende mais dos pais e dos alunos do que de ações governamentais, que geralmente fazem muita propaganda mal-elaborada e que não atinge seu público alvo.

EU, VÍTIMA E TESTEMUNHA DE BULLYING

Como muitos, eu também sofri bullying na escola. Tímido e franzino, eu, junto com alguns outros nas escolas que frequentei, éramos vítimas de puxões de cabelo, empurrões, ameaças, chutes e outras humilhações. O mais irônico disso é que só sofri bullying em escolas particulares. Estudei até a 3ª série em escola pública e fiz o Ensino Médio em escola pública, e apesar de existirem bullies (valentões) por lá, raramente presenciei um agressão. E além de irônico, chega a ser uma piada de mau gosto que nessasduas escolas religiosas e particulares e caras de Porto Alegre o bullying corria solto. Uma era o Nossa Senhora de Lourdes (gerenciada por freiras) e a outra a Escola Adventista Cruzeiro do Sul.

Sofri bullying e muitas vezes tive vontade de chorar por causa disso, mas por sorte, nunca fui machucado seriamente e a única coisa roubada que tive foi um chocolate que havia trazido de casa. Mas diversas vezes vi coisas horríveis acontecendo e não tive coragem de falar nada, assim como todos os meus outros colegas. E me lembro de uma cena particularmente absurda e violenta onde estávamos todos de pé, uns 20 alunos, com o professor de Educação Física falando algo e atrás de mim, havia três colegas: um deles, Adriano, segurava um garoto e o outro o maior e mais forte, de nome Marco, lhe socava o rosto. Todos bem quietos pro professor não escutar. Lembrando disso hoje, eu fico pensando que o professor tinha que ser muito burro ou simplesmente fingia que não estava vendo aquilo. Como sei por experiência própria que adultos são mais espertos que adolescentes, acredito que o professor simplesmente se omitiu e deixou o pobre garoto apanhar.

Um dos motivos pelos quais eu não apanhei de verdade no Nsa. Sra. de Lourdes é que eu era o melhor amigo do Fábio, irmão do bullie Adriano, que era amigo do bullie Marco e muitas vezes fui poupado por causa disso. Mas às vezes isso não era suficiente...

No Adventista, havia pelos menos 7 bullies distribuídos entre a 6ª e a 8ª série. Eu estava na 7ª série e nessa série havia 4 bullies com idade entre 15 e 16 anos. Eu tinha 13 anos. Novo no colégio, eles logo vieram pra cima de mim. É claro que com a minha cara de nerd e com 13 anos, eu seria vítima deles. Nesse ano eu acabei repetindo, o que por um lado me deixou feliz, pois aí eu só corria o risco de topar com eles no intervalo e da 6ª série só veio um bullie. E quando ele estava sozinho, ele não representava risco algum.

Claro que eu não era a única vítima deles, havia várias outras e do Adventista guardo muitas memórias ruins de bullying e do descaso da escola. Uma vez, todos os grandalhões da escola, cerca de 15, uniram-se e fomaram uma espécie uma vassoura humana, que basicamente consistia em correr abraçado e atropelar todo mundo que estivesse no caminho. Fizeram isso várias vezes seguidas no pátio da escola e nenhum professor veio parar ou impedir eles! Outra coisa que vi e que me recordo como uma das cenas mais patéticas da minha vida, é que eu tinha dois colegas que serviam de “escravos” do troglodita Luciano, o maior e mais velho dos bullies. Eles ficavam em volta dele, fazendo pequenos favores e puxando o saco dele pra não entrar na lista de vítimas, mas o mais triste era que volta e meia ele os castigava com cascudos e beliscões porque eles não haviam feito algo direito.

O que me salvou de apanhar de verdade e sofrer mais humilhações, era os meus poucos e bons amigos que tive nessas escolas. Como bullies geralmente são covardes, eles preferem te pegar sozinho, então uma das dicas básicas é que você evite andar sozinho na escola para não dar essa chance à eles. Sempre é bom ter uma testemunha junto, em caso de agressão ou humilhação.

Às vezes uma mera reação mais forte basta para afastar os bullies mais covardes. Às vezes gritar com ele ou simplesmente bater de volta basta para que o bullying pare, mas isso não é uma regra e nem todo bullie é covarde. Uma vez um dos bullies me bateu no braço quando cruzei sozinho com ele pelo corredor da escola e, não sei o que deu em mim, virei o braço e acertei ele no ombro. Eu continuei andando e ele também. Virei a cabeça pra trás pra ver se ele não vinha atrás de mim e ele estava se afastando, olhando pra mim. Mas não havia ameaça em seu rosto, talvez alguma surpresa. Cá pra nós, eu acho que dei sorte que estávamos só nós dois no corredor. Se houvesse mais pessoas ele talvez se sentisse humilhado por ter levado um soco de um garoto menor do que ele e teria me chamado pra briga. E aí eu não teria tanta sorte... Mas o bom é que depois disso o cretino nunca mais me incomodou.

Mas como eu disse, este era apenas um dos bullies do Adventista..

EU, BULLIE

E como eu não sou nenhum santo, eu também acabei cometendo bullying indo na onda de outros colegas. Quando cheguei no Adventista, havia duas irmãs na minha sala. Uma delas usava óculos de fundo de garrafa e não era muito bonita na época e quando cheguei, ela já tinha um apelido chato. Infelizmente, um dos amigos que fiz na sala gostava de pegar no pé dela e às vezes eu ia na carona e junto com mais dois ou três meninos, ás vezes fazíamos roda ao redor dela e da irmã e começávamos a debochar dela. A meu favor só posso fizer que sempre fizemos isso às vistas de todos, tipo, nunca foi uma coisa realmente ameaçadora, até porque ela corria atrás de nós tentando nos bater. E nunca vi ninguém encostar um dedo nela, mas ela às vezes nos acertava. Na minha cabeça, isso era só uma brincadeira. De qualquer forma, não lembro disso ter durado muito e na época eu já tinha noção de que isso não era legal, mas como disse, fui na onda. Assim, logo parei de fazer isso, mas ainda hoje me incomoda o fato de não saber o quanto isso pode ter afetado ou não a auto-estima da Simone.

Eu encontrei ela anos mais tarde no ônibus e peguei seu telefone pra convidar ela para sair. Sim, ela tinha virado uma bela mulher. Eu fiquei feliz com isso e pensei, que se ela aceitasse meu convite, eu teria minha chance de pedir desculpas pra ela por aquele bullying idiota e estúpido no colégio. Infelizmente ela não quis sair comigo, o que por uma lado foi bem-feito pra mim, que até hoje continuo com remorso pelo que fiz. Foi a única perseguição que fiz contra alguém mais fraco do que eu em toda a minha vida...

É por isso que vai ter que ficar aqui o meu pedido de desculpas, do fundo da minha alma, para a Simone, que esteja onde estiver, espero que esteja tendo uma vida ainda mais feliz do que a minha, que acredito que ela totalmente merece.

O QUE FAZER?

O bullying acontece por muitos motivos e tem diversas caras e isso tudo e como podem se defender e encontrar pessoas pra partilhares suas experiências, medos e pedir ajuda, está nos links que coloquei abaixo.

São sites, filmes e livros que podem te ajudar a entender melhor esta situação que você ou seu colega podem estar enfrentando no colégio, mas que todo mundo acha normal ou engraçado enquanto ninguém vai parar na polícia, no hospital ou no necrotério.

Mas ainda assim, eu quero dar algumas dicas que vi pouca gente dar, mas que eu acho que pode ajudar.

Em primeiro lugar, se você achar ou tiver certeza de que alguém está sofrendo bullying, fale com seus pais, com um professor que você confie ou mesmo envie uma denúncia anônima para a escola. Só não esqueça de dar todos os detalhes que puder, o que viu e quem foi a vítima e quem foi o agressor.

É somente rompendo a Lei do Silêncio, a mesma que vigora em penitenciárias, é que os culpados podem ser punidos, afastados e tratados, quando for o caso. Lembre-se, o(s) bullie(s) que você pode achar engraçado ver maltratando um(a) colega hoje, amanhã podem vir pra cima de você ou de seus amigos(as).

Outra coisa que você pode fazer é denunciar vídeos de bullying ou brigas no You Tube e comunidades do Orkut. As denúncia são sempre anônimas e ninguém saberá que foi você que denunciou o vídeo ou comunidade como violenta. Deixar que vídeos e comunidades do tipo proliferem na internet, só aumenta a confiança dos bullies de que eles nunca serão punidos. E isso é algo que eles acabam levando pra vida adulta e podem continuar a fazer isso na faculdade com trotes violentos, no casamento, com seus filhos, no escritório e em qualquer outro lugar onde ninguém faça nada para impedi-los. E alguns podem até mesmo virar criminosos.

Você também pode ir ao Grêmio Estudantil de sua escola e pedir ajuda deles e dos professores para uma campanha anti-bullying.

Mas digamos que por um motivo ou outro, nada disso aconteça e você ou alguém que você conhece continue sofrendo bullying.

No mundo adulto, se uma pessoa sofre uma agressão, calúnia ou assédio moral, ela pode processar quem quer que tenha feito isso. Está mais do que na hora das vítimas adolescentes de bullying começarem a usar a lei a seu favor, assim como os adultos a usam.

Se você estuda em colégio particular, você pode falar com seus pais e contratar um advogado para processar a escola, os pais do(s) bullie(s) e até mesmo um(a) professor(a) omisso(a). Com isso, todos são afetados pelo bullying e alguma coisa será efetivamente feita para acabar com ele. Infelizmente nesse país, algumas instituições só tomam atitudes quando dói no bolso...

Já se você estuda em um colégio público, o buraco é bem mais embaixo e dada a realidade desse país, medidas processuais podem não ser a melhor saída. Claro, existem colégios e colégios na rede pública. Alguns quase tão bons quanto escolas particulares, mas outros tem graves problemas com gangues e traficantes. Ainda assim, existem diversas outras opções para buscar ajuda para acabar ou minimizar o bullying nos sites abaixo.

VOCÊ É UM(A) BULLIE?

Você já parou pra pensar que aquelas piadinhas, humilhações e pequenas agressões que você faz toda hora com seus colegas podem estar fazendo um mal muito pior à ele(a) do que você imagina?! Tente, por um minuto, colocar-se no lugar dele ou dela e ver se você gostaria disso que você faz com ele ou ela. Se você tiver essa capacidade de empatia (colocar-se no lugar do outro), você ainda pode reverter essa situação e até ser um bom amigo(a) dessa pessoa que agora é sua vítima e ter boas chances de uma vida mais tranqüila e feliz quando for adulto(a).

Se você acha que é difícil controlar seu impulso para a hostilidade e a violência para com colegas seus, procure ajuda com seus pais, familiares ou professores que você confie. Eles podem te ajudar a ser uma pessoa melhor.

Mas se você acha que ficar pegando no pé de uma pessoa, humilhá-la ou agredi-la é normal e bacana e não pretende parar, saiba que o bullying pode se tornar crime em breve no código penal brasileiro. Os trotes violentos na faculdade já estão sendo criminalizados e é uma questão de tempo para que isso ocorra nas escolas. E mesmo que isso ainda demore anos para acontecer, processar bullies é algo que está crescendo e que se você continuar com isso você pode acabar se dando muito mal.

Eu espero sinceramente, para o bem de todos nós e seu, que você opte pela primeira opção.

Porque muitos bullies quando crescem viram esses homens e mulheres aparentemente normais que acabam cometendo crimes violentos contra desconhecidos no trânsito, no trabalho e contra a própria família. Não queira ser um desses. Ninguém ganha nada com isso. Nem suas vítimas e nem você.

Fonte: http://nomorebullying.blig.ig.com.br/

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